sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Hallelujah


Desde sempre as minhas preferências musicais abarcaram um largo espectro.
Quando mais novo, sempre fui considerado pelos meus amigos uma espécie de “Gremlin” musical uma vez que não era normal no que a estes gostos dizia respeito.
Tão depressa ouvia Maiden, como música clássica.
 
Leonard Cohen foi-me apresentado por volta dos anos 90 pela minha ex-mulher.
Uma das poucas heranças “porreiras” que me deixou…
Fui-me habituando ao seu tom de voz rouco, ao fatinho justo e de bom corte e o seu icónico chapéu, que lhe assentava como a poucos.
E assim o fui ouvindo ao longo de quase 30 anos, sempre banhado pelas letras das suas músicas que tanto diziam de si, como dos que com ele se cruzavam.
Diziam que Cohen não cantava.
Concordo.
Cohen declamava os seus poemas com uma melodia vocal única, que nos embalava e nos dizia “recosta-te e ouve”.
Que nos prometia a melhor das experiências e nunca falhava.
 
Com a idade que tenho os meus ídolos vão abandonando o plano terreno.
No espaço de um ano perdi Lemmy, Bowie, Prince e agora Cohen.
 
Sacanas!

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